Neuromarketing: saiba o que é para utilizar a seu favor!

Foi-se o tempo em que as teorias da comunicação simplesmente ignoravam o desejo, a opinião ou os sentimentos do público atingido pela mensagem. Cada vez mais o processo de transmissão leva em conta isso. Um exemplo disso é a segmentação, afinal, também foi-se o tempo em que uma mesma comunicação poderia valer para diferentes pessoas.

A Teoria Hipodérmica, também conhecida como Teoria da Bala Mágica, ficou para trás e teve sua eficácia derrubada pelos avanços dos tempos, especialmente pela tecnologia e pela velocidade trazida pela internet. A todo momento, falamos com diferentes pessoas. Por mais que tenhamos perfis determinados a serem atingidos, ainda assim, já está mais do que provado que a mesma mensagem não é capaz de atingir a todas as pessoas da mesma maneira.

Muitos são os estudos no sentido de tentar entender estas mudanças e dentro disso está o neuromarketing, que se popularizou especialmente nos últimos anos. A ascensão do neuromarketing está ligada ao interesse do marketing em entender a psicologia, os processos de tomada de decisão, compreensíveis por meio da neurociência. Conhecer todo este universo significa saber como atingir os potenciais clientes de forma mais certeira.

Portanto, neuromarketing une psicologia do consumo, neurociência, marketing e comunicação, com o intuito de entender como nosso cérebro processa estímulos externos. As campanhas devem ser pensadas para gerar impulsos de compra e não stress de consumo. Quanto mais assertividade, melhor! Roger Dooley, neurocientista americano, define assim: “Neuromarketing é a aplicação da neurociência ao marketing. O neuromarketing inclui o uso direto de imagem cerebral, escaneamento ou outra tecnologia de medição de atividade cerebral para medir a resposta de um sujeito a produtos específicos, embalagens, publicidade ou outros elementos de marketing.

Em alguns casos, as respostas cerebrais medidas por essas técnicas podem não ser conscientemente percebidas pelo sujeito; portanto, esses dados podem ser mais reveladores do que a auto-avaliação em pesquisas, em grupos focais e similares. De forma mais geral, o neuromarketing também inclui o uso da pesquisa de neurociência no marketing. Por exemplo, usando FMRI ou outras técnicas, os pesquisadores podem achar que um estímulo particular causa uma resposta consistente no cérebro de indivíduos com teste e que esta resposta está correlacionada com um comportamento desejado (por exemplo, tentando algo novo). Uma campanha de marketing que especificamente incorpora esse estímulo que espera criar esse comportamento pode dizer incorporar neuromarketing, mesmo que nenhum teste físico de assuntos tenha sido feito para essa campanha.”

Podemos concluir com base nestas primeiras informações que o neuromarketing trabalha a importância das emoções no processo de tomada de decisão. Dentro desta linha, na última década a noção de experiência substituiu a simples ideia de compra ou contratação de serviço. Sim, porque com um público cada vez mais exigente, bombardeado por informações vindas de todos os lados e concorrentes surgindo a cada dia, é importante saber o ponto certo da comunicação, para atingir o público-alvo da maneira mais eficaz. O neuromarketing age no comportamento de compra do consumidor, o que faz com que ele escolha uma marca em detrimento de outra. Trata-se de uma estratégia de marketing, inclusive de marketing digital, nos dias de hoje e que engloba marca, identidade e pesquisa de mercado.

Um bom exemplo é o "Top of Mind", que indica aquelas marcas que se tornaram identidade para seus respectivos segmentos. É um trabalho tão forte de presença no imaginário do público, que neste processo de levantamento das marcas referências, quando o pesquisador cita um produto, automaticamente o respondente indica uma marca que ele associa sem dúvidas a este produto. Trata-se de uma construção que pode levar décadas, que une tradição, qualidade e representa a preferência do consumidor. Não podemos esquecer que os hábitos de consumo também passam de geração em geração, portanto, uma marca consumida pelos nossos pais ou nossos avós, dificilmente será rejeitada pelos filhos, exceto em situações que envolvam outras variáveis nesta escolha, como preço e possibilidade de compra de acordo com distribuição e região de moradia, para citar alguns exemplos.

Já citamos aqui o fator tempo que está ligado à tradição de determinados produtos. Foi graças a uma trajetória, que aquele refrigerante mais consumido ou aquela máquina de lavar mais conhecida se tornaram "Top of Mind". A trajetória está ligada a construção de uma história e continua sendo fator relevante neste processo mas também é fato que a relação do tempo mudou com o marketing digital. Por meio das ferramentas certas é possível solidificar marcas novas em menor período de tempo, na comparação com o que acontecia até dez ou cinco anos atrás, nem faz tanto tempo assim.  

Estratégias de Neuromarketing  

Com a possibilidade de compreender cientificamente o consumo, por meio do comportamento de quem compra, ficou mais claro que este processo quase nunca é racional, mas praticamente sempre, emocional. É aí que entra o neuromarketing, ele age no nosso subconsciente, área do cérebro sobre a qual temos pouco ou nenhum controle. Diversas empresas já fizeram pesquisas com consumidores, sobre determinados produtos ou protótipos. Para avaliar as reações, eletrodos ligados à mente davam as informações que muitas vezes não são fornecidas verbalmente. Foi em um levantamento destes que a empresa de pagamentos online, PayPal, constatou que velocidade e conveniência do serviço mostrados em anúncios, tinham uma resposta bem melhor dos consumidores, do que aqueles anúncios focados na segurança no processo de transmissão de dados.

Confirmações como esta representam roteiros para campanhas publicitárias com resultados garantidos. Tudo isso está ligado ao nosso processo de tomada de decisões que envolve o cognitivo e o emocional, pesados em uma espécie de balança, levando em conta as possibilidades de escolha. A dificuldade de escolher, dependendo da situação, é representada pela indecisão na hora da compra. A experiência positiva representa a associação entre estímulos de  recompensa que induzem um estado afetivo / fisiológico.

Esses marcadores são criados quando associamos determinadas ações a uma recompensa positiva. Tudo isso é transformado em emoções, positivas ou negativas, daí a escolha pelo sim ou pelo não. A chamada rede de estado somático inclui: emoções positivas, sensação de conforto, de segurança e de estabilidade. Emoção, sentimento e decisão estão interligados neste momento. Isso significa poder afirmar que você não precisa fazer experimentos de neuromarketing, principalmente não tendo verba para isso. A experiência dos últimos anos já nos dá um norte.

 Algumas Dicas:


- Crie envolvimento emocional forte com o consumidor, tornando seus amigos e familiares embaixadores da marca, também conhecidos como lovers nos dias de hoje, especialmente nas redes sociais.

- Faça com que a sua marca represente a imagem do consumidor, suas inspirações, seus anseios.

-  A audição é o sentido mais afetado pela propaganda. Lembre- se disso!

-  Grandes marcas produzem o mesmo sentimento nas pessoas que a própria religião.

- Estamos na era digital. Utilize-a a seu favor.

- Branding 2.0 : aposte no apelo emocional.

- Storytelling : para contar histórias com transmissão de valores e algo familiar, confiável mas também surpreendente.

- A internet trouxe o efeito viral, positivo e negativo, também. Fique atento!

- Conte com quem entende do assunto, conte com a Agência Caravela. Agende um horário e venha conhecer nossa equipe, nossa estrutura e nossos cases de sucesso!

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